Resumo De Livro: Carta A Um Refém (Antonie De Saint Exupéry)

2026-02-23


Este é um resumo adaptado para revisão futura. O método de escrita é ortodoxo.

Nota: 9/10

Dificuldade: Fácil


Título original: Lettre à un ottage - Antoine de Saint-Exupéry (Lyon, França, 29-06-1900_Mar Mediterrâneo, 31-07-1944, 44y)

Tradução Mônica Cristina Côrrea Companhia Das Letras - São Paulo

Publicado em 1943

SUMÁRIO

01

02

03

04

05

06

posfacio

cronologia

01

1940-12, atravessa de Lisboa, Portugal até EUA, ambiente em Portugal não preocupado com a 2ª Guerra

Uso da arte como “arma, sentimento de cidade triste em relação as conquistadas na França

Crítica a forma que se faz memória aos mortos (guardar lugar a mesa de jantar), comparação com seu luto ao colega aviador postal Guillaumet

Do piloto Guillaumet, o último amigo que perdi e que foi abatido em serviço postal aéreo, meu Deus!, aceitei guardar luto.

Guillaumet não mudará mais. Ele não estará jamais presente, mas também não estará jamais ausente. Sacrifiquei seus talheres à minha mesa - armadilha inútil - e fiz dele um amigo verdadeiramente morto.

Mas Portugal tentava crer na felicidade, mantendo os talheres dela, os lampiões de rua e a música. Brincava-se de felicidade, em Lisboa, para que Deus tratasse de acreditar.

Plastrões:

Gravata larga, que cobre o peito, de pontas cruzadas obliquamente.

Veste colocada sobre o peito; peitilho de camisa.

Almofada de esgrimista que protege o peito e o ventre.

Relata a vida no Estoril, os cassinos, os refugiados que salvaguardaram suas posses

Crítica a forma como esses imigrantes tentam aglutinar sua origem a uma linhagem nobre

02

Compara os 3 anos que passou no Saara com sua fuga neste momento para os EUA, relata o sentimento e tratamento no trajeto até o outro país

Eu valho, no deserto, o que valem minhas divindades.

Saudades da França e seus colegas perdidos

Para quem navega pelo mar, um continente se resume meramente no brilho de alguns faróis.

Um farol não mede o afastamento. Sua luz está presente nos olhos, simplesmente. E todas as maravilhas do continente residem na estrela.

E agora que a França inteira, em consequência da ocupação total, à maneira de um navio com todas as luzes apagadas, do qual se ignora se sobrevive ou não aos perigos do mar, entrou no silêncio com sua carga, a sorte de cada um daqueles que amo me atormenta mais gravemente do que uma doença alojada em mim.

Vejo-me ameaçado em minha essência pela fragilidade deles.

Menciona sua preocupação com um colega judeu de 50 anos que está na França

O Saara é mais vivo do que uma capital, e a cidade mais fervilhante se esvazia se os polos essenciais da vida forem desimantados.

03

Brinde em Saône

Sobre o momento do brinde e amizades

Um dos dois barqueiros era holandês. O outro, alemão. Este havia outrora escapado ao nazismo, lá perseguido como comunista, ou como trotskista, ou como católico, ou como judeu. ( Eu não me lembro mais do rótulo sob o qual o homem estava proscrito.) Mas naquele instante o barqueiro era coisa bem diferente de um rótulo.

Era o conteúdo que importava. A massa humana. Ele era um amigo, simplesmente. E estávamos de acordo, entre amigos. Tu estavas de acordo. Eu estava de acordo. Os barqueiros e a garçonete estavam de acordo. De acordo sobre o quê? Sobre o Pernod? Sobre o significado da vida? Sobre a amenidade do dia? Também não saberíamos dizer.

Mas aquele acordo era tão pleno, tão solidamente estabelecida sua profundidade, elaborado sobre uma bíblia tão evidente em sua substância, embora informulável em palavras, que teríamos aceitado com prazer fortificar aquele pavilhão, fazer ali um foco de resistência e morrer atrás das metralhadoras para salvar aquela substância.

Que substância…? É justamente aqui que fica difícil se expressar! Arrisco captar só os reflexos, não o essencial. As palavras insuficientes deixarão minha verdade fugir. Serei obscuro se disser que teríamos facilmente combatido para salvar uma certa qualidade do sorriso dos barqueiros, e do teu sorriso e do meu sorriso, e do sorriso da garçonete, um certo milagre daquele sol que fizera tanto sacrifício, há tantos milhões de anos, para, através de nós, convergir na qualidade de um sorriso que era muito bem-acabado.

O essencial, na maioria das vezes, não tem peso. O essencial aqui, aparentemente, não passou de um sorriso.

Um sorriso é frequentemente o essencial. Somos pagos com um sorriso. Somos recompensados por um sorriso. Somos animados por um sorriso. E a qualidade de um sorriso pode fazer com que a gente morra.

No entanto, já que aquela qualidade nos livrava tão bem da angústia do nosso tempo, concedendo-nos a certeza, a esperança, a paz, eu hoje preciso, para tentar me exprimir melhor, contar também a história de um outro sorriso.

04

Capture por anarquistas na guerra civil espanhola, tédio como prisioneiro

Nós, os homens, tomamos ares de grande importância, mas conhecemos, no segredo do coração, a hesitação, a dúvida, a mágoa.

Faz comparação sobre o sorriso como ferramenta de linguagem e união

05

Continua a conclusão do último tópico e propõe uma espécie de “ecumenismo”, contexto 2ª Guerra Mundial

Não seria essa qualidade da alegria o fruto mais precioso da civilização que é nossa?

Uma tirania totalitária também poderia satisfazer nossas necessidades materiais. Mas não somos gado na engorda.

A prosperidade e o conforto não bastariam para nos completar. Para nós que fomos criados no culto do respeito pelo homem, têm grande valia os simples encontros que se transformam às vezes em festas maravilhosas…

Respeito pelo homem! Respeito pelo homem… Eis aí a pedra de toque!

Quando o nazista respeita exclusivamente quem é semelhante a ele, não respeita nada além de si mesmo; ele recusa as contradições criativas, arruína toda esperança de ascensão e funda, por mil anos, em vez de um homem, um robô de cupinzeiro.

A ordem pela ordem castra o poder essencial do homem, que é o de transformar o mundo e a si mesmo.

A vida cria a ordem, mas a ordem não cria a vida.

Universalidade do respeito

Respeito pelo Homem! Respeito pelo Homem!

Se o respeito pelo homem estiver fundado no coração dos homens, os homens acabarão por fundar, inversamente, o sistema social, político ou econômico que consagrará esse respeito.

Uma civilização se funda primeiro na substância. Ela é em primeiro lugar, no homem, desejo cego de um pouco de calor. O homem, depois, de erro em erro, encontra o caminho que conduz ao fogo.

06

Questiona sobre a individualidade sem julgamentos

posfasio

Ode a amizade entre Exupéry e Léon Werth, almoço citado se passa em 1939, Fleurville (próxima a Tournus), às margens do rio Saône

Léon Werth (Remiremont, França, 1878-02-17 - Paris, França 1955-12-13, 77y)

22y mais velho do que Saint-Exupéry, e seu primeiro encontro se deu em 1931, apresentados por um amigo comum.

Werth teria atribuído a Saint-Exupéry o epíteto de “poeta da aviação”

Werth passou pelas 2 Grandes Guerras

indicações de leituras

cronologia

1900

Antoine de Saint-Exupéry nasce em Lyon, em 29 de junho. É o terceiro filho de Jean de Saint-Exupéry e Marie de Fonscolombe, numa família que terá cinco crianças: três meninas e dois meninos.

1904

A família perde prematuramente o chefe, Jean de Saint-Exupéry, vítima de um ataque fulminante.

A viúva, com as três filhas (Marie-Madeleine, Simone e Gabrielle) e os dois meninos (François e Antoine), abandona Lyon e passa a viver alternadamente entre os castelos de La Mole, no sul da França, e Saint-Maurice-de-Rémens, a quarenta quilômetros de Lyon, de propriedade da condessa de Tricaud.

Este último é o local privilegiado da infância do autor, cujas reminiscências estão presentes em toda a sua obra.

1909

Vai estudar no colégio jesuíta Notre-Dame de Sainte-Croix; a família se instala na região do Mans.

1912

Apesar da proibição da mãe, vai até Ambérieu, pequeno aeródromo próximo de Saint-Maurice, e convence os pilotos de que tem autorização familiar para entrar num avião. Faz seu batismo do ar num Berthaud-Wroblewski.

1914

Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, Marie de Saint-Exupéry cria uma enfermaria para tratar os feridos em Ambérieu, ação que lhe valerá a medalha da Cruz Vermelha.

Com François, seu irmão mais novo, Saint-Exupéry vai estudar no colégio dos irmãos marianistas de Friburgo, na Suíça.

1917

François falece de reumatismo infeccioso, aos quinze anos. O episódio será marcante para Saint-Exupéry, pois o irmão quis vê-lo pouco antes de morrer e lhe deixou vários de seus pertences de menino.

Prepara-se para entrar na Escola Naval e estuda no colégio interno Bossuet; depois, no Saint-Louis, em Paris.

1919

Não passa na prova oral para a Escola Naval e se inscreve na faculdade de belas-artes, carreira que não seguirá. Liga-se a grandes amigos nessa fase, como André Gide e Gaston Gallimard.

Surge a empresa de correio de Toulouse para Rabat (Marrocos), criada pelo empresário Pierre-Georges Latécoère. A primeira linha é Toulouse-Barcelona.

1921

Faz seu serviço militar no 2º Regimento de Aviação de Estrasburgo. Sua mãe lhe financia aulas de pilotagem. Tomando o comando de um avião ainda sem estar autorizado, sofre o primeiro acidente grave. É designado para o 37º Regimento de Aviação em Casablanca, no Marrocos, e obtém o brevê de piloto militar.

1922

É nomeado oficial da reserva, mas se afasta da carreira militar. Integra o grupo de caça do 33º Regimento de Aviação. Sofre o segundo acidente e fratura o crânio.

1923

Exerce alguns ofícios para sobreviver. Sofre um acidente bastante grave no aeroporto de Le Bourget. Fica noivo de Louise de Vilmorin e chega a renunciar à carreira de piloto pela noiva, porém o compromisso será rompido. Gabrielle, sua irmã caçula, a quem chamam de “Didi””, casa-se com Pierre d’Agay.

Ela será a única dos cinco irmãos a deixar descendentes (4: 2 meninos e 2 meninas. Entre eles, François d’Agay, afilhado do piloto).

1926

Mais um membro da família se vai: Marie-Madeleine, sua irmã, morre de tuberculose. Por intermédio de um ex-professor e mentor, o abade Sudour, conhece o sócio de Pierre-Georges Latécoère e consegue uma entrevista.

Vai trabalhar para a empresa de correio aéreo em Toulouse, onde conhece Henri Guillaumet e, algum tempo depois, Jean Mermoz, Marcel Reine e Paul Vachet, que serão seus grandes amigos.

1927

Passará dezoito meses em cabo Juby, no Marrocos, morando praticamente numa cabana, ao lado do forte espanhol ali situado. Sua missão era apaziguar os mouros rebeldes à colonização espanhola, pois eles tomavam os aviões que faziam pousos de emergência no deserto e sequestravam os pilotos franceses.

Vai se mostrar um excelente diplomata, respeitado pelos mouros. Ao mesmo tempo, o empresário Marcel Bouilloux-Lafont compra 95% das ações da Latécoère e implanta a linha de correio na América do Sul. Só no Brasil, fará onze escalas. A companhia passa a se chamar Aéropostale.

1928

São realizados os primeiros voos noturnos entre Rio de Janeiro e Buenos Aires, por Jean Mermoz. Na África, salva quatro aviadores feitos prisioneiros dos mouros durante vários meses.

De licença, volta à França e faz um curso superior de navegação aérea em Brest. Tira o diploma apesar de suas muitas distrações.

1929

Sai seu romance Correio sul, inspirado na experiência do deserto que tivera durante quase dois anos em cabo Juby. Naquele ano, é nomeado diretor da Aeroposta Argentina. Sua função consiste em vigiar o bom estado dos aeródromos e escalas, recrutar pilotos e resolver problemas da rota entre Chile, Paraguai e Brasil, além de abrir a linha para a Patagônia.

Nessa época passou algumas vezes pelo Brasil, especialmente pelo sul do país.

1930

É sagrado Cavaleiro da Legião de Honra pelos serviços prestados em cabo Juby, no deserto do Saara, onde salvou a vida de vários pilotos sequestrados e apaziguou os mouros.

Entre os dias 13 e 18 de junho, seu grande colega e amigo Henri Guillaumet sofre um acidente nos Andes e Saint-Exupéry sai em marcha durante cinco dias. Participa das buscas ao piloto desaparecido e de seu resgate. É também na Argentina que encontra sua futura esposa, a salvadorenha Consuelo Suncín.

1931

É publicado o livro Voo noturno, que lhe valerá o prêmio Femina. Casa-se com Consuelo Suncín na residência de sua família na cidade de Agay (sul da França, Côte d’Azur). Em consequência do crash da Bolsa de Nova York em 1929, a Aéropostale não escapa à crise e é posta em liquidação, enfrentando vários escândalos.

1932

De fevereiro a maio, atua como piloto de testes de hidroaviões na empresa Latécoère, entre Marselha e Alger. Depois, fica encarregado do correio na linha Casablanca-Dakar.

1933

Ainda como piloto de testes, sofre um acidente aéreo quase fatal em Saint-Raphaël, cidade vizinha de Agay. Publica seus primeiros artigos na revista Marianne e escreve o roteiro do filme Anne-Marie.

Surge a Air France, pela fusão de cinco companhias aéreas francesas - entre as quais a Aéropostale.

1934

Nos Estados Unidos, o romance Voo noturno ganha versão cinematográfica, protagonizada por Clark Gable, e um perfume é batizado com o nome do livro.

Não contratado como piloto da nova companhia francesa, viaja por vários países, entretanto, fazendo a divulgação da Air France em conferências nas quais fala das aventuras da Aéropostale.

Trabalha no roteiro do filme Correio sul e é assíduo frequentador dos famosos cafés de Paris Les Deux Magots e Lipp.

1935

Viaja a Moscou pelo jornal Paris-Soir. Redigirá seis artigos que dita por telefone. Sofre um terrível acidente aéreo na Líbia. A intenção era fazer um raide até Saigon usando seu próprio avião, um Caudron Simoun, na companhia de André Prévot, seu mecânico. Ambos são salvos, depois de três dias andando no deserto e sem beber água, já quase sem vida, por uma caravana de beduínos.

1936

Retorna a Paris, onde publica sua aventura na Líbia no jornal L’Intransigeant e grava para a rádio: “Pouso forçado no deserto”. Deposita a patente de uma de suas invenções:

Um dispositivo para aterrissagem noturna conduzida por raios refletidos. Começa a escrever Cidadela, livro que ficaria inacabado e seria publicado postumamente. Em dezembro, morre o piloto Jean Mermoz, célebre no mundo inteiro por suas façanhas na aviação, ao sobrevoar o Atlântico.

1938

Em fevereiro, novamente com o mecânico Prévot, tenta o raide Nova York-Terra do Fogo, arquipélago da América do Sul, com seu avião modelo Caudron Simoun. Sofrem um acidente na Guatemala. O avião estava com excesso de combustível e caiu logo após a decolagem.

O estado de ambos era gravíssimo. Convalescente em Nova York, redige Terra dos homens e o prefácio da edição francesa do livro Listen! The Wind, de Anne Lindbergh, de quem era amigo. Registra várias patentes de suas invenções para a aviação.

1939

É condecorado com a Legião de Honra por suas qualidades literárias. Lança o romance Terra dos homens, aclamado pelo público e pela crítica. Recebe o Grand Prix da Academia Francesa e o National Book Award nos Estados Unidos.

Em julho, acompanha Guillaumet a bordo do hidroavião Lieutenant de Vaisseau Paris para tentar bater o recorde de travessia do Atlântico norte. De volta à França em setembro e com o início da Segunda Guerra Mundial, passando por trâmites administrativos, consegue juntar-se ao grupo de grande reconhecimento 2/33 em Orconte.

1940

Realiza várias missões de reconhecimento; uma sobre a cidade de Arras, que lhe inspira o livro Piloto de guerra. É desmobilizado em junho, com o armistício. Vai a Agay, à casa de sua família, onde continua a redigir Cidadela. Deseja ir aos Estados Unidos para tentar convencer os americanos a entrarem na guerra e o faz passando por Lisboa, a partir de Alger.

Essa passagem será objeto do livro Carta a um refém, de 1943. Em 27 de novembro, seus grandes amigos Henri Guillaumet e Marcel Reine são abatidos, com outros quatro passageiros, ao transportarem um diplomata para o Oriente.

Embarca para Nova York, onde encontra Jean Renoir. Pensava ficar pouco tempo em solo americano, mas acaba permanecendo 28 meses.

1941

Sofre uma intervenção cirúrgica em Los Angeles. Durante a convalescença, redige Piloto de guerra.

1942

Consuelo chega a Nova York, e é publicado o livro Piloto de guerra, sob o título Flight to Arras, ilustrado por Bernard Lamotte. O livro ficará seis meses como o mais vendido e influenciará a opinião pública.

Dá conferências no Canadá e começa a desenhar para O pequeno príncipe. Na França, Piloto de guerra será proibido pelos ocupantes. Faz um apelo na rádio, em 29 de novembro, pela união dos franceses.

1943

Em fevereiro, é publicado o pequeno livro Carta a um refém, que deveria ser prefácio a uma obra de Léon Werth mas saiu de forma independente. Em 6 de abril, é lançado em Nova York O pequeno príncipe pela editora Reynal & Hitchcock, também com 250 exemplares em francês, além da versão em inglês.

Apesar de já contar quarenta e três anos, o piloto volta a integrar o grupo 2/33 na Argélia, onde é promovido a comandante.

1944

Deveria cumprir sua quinta missão de reconhecimento sobre a região de Grenoble (França/Suíça), pilotando um P-38, mas desaparece sem deixar traços. Em setembro, é dado oficialmente como morto.

1946

O pequeno príncipe é publicado na França pela editora Gallimard.

1998

O pescador marselhês Jean-Claude Bianco, ao puxar sua rede no Mediterrâneo, percebe uma pedra calcificada com algo brilhante no interior. Decide quebrá-la para verificar e encontra um bracelete com um nome gravado:

Antoine de Saint-Exupéry. O objeto é autenticado como verdadeiro e incitará buscas pelos destroços do avião que o autor pilotava quando desapareceu.

2002

O arqueólogo marinho Luc Vanrell encontra os destroços do avião no fundo do mar Mediterrâneo e o identifica graças ao número original encontrado no tubo compressor.

Foi praticamente desvendado o mistério do desaparecimento do piloto, sobretudo quando um veterano alemão, Horst Rippert, aos noventa e cinco anos, pronunciou-se dizendo ter sido autor de disparos contra o avião de Saint-Exupéry.

Rippert não suspeitava que pudesse se tratar do autor, pois este deveria estar sobrevoando Grenoble e não o Mediterrâneo. Pesquisas seguem a fim de determinar as circunstâncias precisas do último voo de Antoine de Saint-Exupéry.