Ótimo trabalho

2026-10-18


Ser copiado é motivo de orgulho.


Caso irônico onde um concorrente de um cliente atendido, fez cópias de trechos de seu site e até nomenclaturas e marcas que apenas esse cliente atendido possui.

Algumas pessoas de convívio, se irritam ao ser copiadas ou terem ideias plagiadas. Particularmente, tanto faz. Mas apenas depois de um tempo que se tornou aceitável.

Aproveitar a popularidade de se ter muito da cultura chinesa nesses tempos, apenas ao longo dos anos, onde passou essa fase tola e ingênua de entender que a cópia é ruim, foi possível compreender que o ato de ser copiado/plagiado não é motivo para irritação, mas sim orgulho.

Só foi possível fazer uma correlação dos tempos onde estava junto a comunidade chinesa, com a leitura feita dessa obra do Kai Fu Lee.

A cópia é muito da influência do confucionismo e a imitação do mestre pelo aluno.


1.1. Aprender pela observação e pela imitação dos virtuosos

Analectos, livro IV, capítulo 17 - Lǐ Rén (里仁)

TEXTO ORIGINAL EM CHINÊS

見賢思齊焉,見不賢而內自省也。

TRADUÇÃO PARA O PORTUGUÊS

“Ao ver uma pessoa virtuosa, devemos desejar igualá-la; ao ver alguém desprovido de virtude, devemos examinar a nós mesmos.”

Interpretação: essa passagem oferece um dos fundamentos mais diretos da emulação moral. O discípulo não deve apenas admirar o mestre: deve procurar desenvolver em si as qualidades que reconhece nele.

A observação também é crítica. Quando encontra um exemplo negativo, o aprendiz deve utilizá-lo como oportunidade de autoexame, e não simplesmente condenar os defeitos dos outros.

Referência

1.3. Aprender exige reflexão, não apenas reprodução

Analectos, livro II, capítulo 15 - Wéi Zhèng (為政)

TEXTO ORIGINAL EM CHINÊS

學而不思則罔,思而不學則殆。

TRADUÇÃO PARA O PORTUGUÊS

“Aprender sem refletir conduz à confusão; refletir sem aprender conduz ao perigo.”

Interpretação: essa passagem impede a redução da educação confucionista à simples imitação.

O discípulo precisa combinar a aprendizagem recebida com seu próprio exercício de reflexão. A reprodução dos ensinamentos sem compreensão constitui uma forma incompleta de educação.

Referência


Kai Fu Lee no livro Inteligência artificial, tem o capítulo 2 (Imitadores do coliseu) só para explicar esse comportamento:

…a cultura de startups da China é o yin do yang do Vale do Silício:

em vez de serem motivadas por uma missão, as empresas chinesas estão, em primeiro lugar, voltadas para o mercado.

O objetivo final delas é ganhar dinheiro, e estão dispostas a criar qualquer produto, adotar qualquer modelo ou entrar em qualquer negócio que realize esse objetivo.

Essa mentalidade leva a uma incrível flexibilidade nos modelos de negócios e na execução, uma perfeita destilação do modelo “startup enxuto”, muitas vezes elogiado no Vale do Silício.

Não importa de onde veio uma ideia ou quem a criou. O que importa é se você pode executá-la e obter lucro financeiro.

A principal motivação dos empreendedores do mercado chinês não é a fama, a glória ou a mudança do mundo.

Essas coisas são benefícios ótimos, mas o grande prêmio é ficar rico, e não importa como.

Por mais chocante que essa atitude mercenária possa ser para muitos norte-americanos, a abordagem chinesa tem profundas raízes históricas e culturais.

A memorização mecânica foi o núcleo da educação chinesa durante milênios.

A entrada na burocracia imperial do país dependia da memorização palavra por palavra de textos antigos e da capacidade de construir um perfeito “ensaio de oito partes” seguindo rígidas diretrizes estilísticas.

Enquanto Sócrates encorajava seus alunos a buscarem a verdade questionando tudo, os antigos filósofos chineses aconselhavam as pessoas a seguirem os rituais dos sábios do passado antigo.

A cópia rigorosa da perfeição era vista como o caminho para a verdadeira maestria.

Essa cópia/plágio é um reconhecimento de um bom trabalho.

Cópia/plágio das marcas próprias (só o cliente vende)

Cliente (sessão “conheça nossas marcas próprias”)

original

Concorrente (sessão “compre por marcas”)

cópia/plágio

Cópia/plágio do perfil de compra (alto atacado e atacado - particularmente, bem ruim e ainda assim copiado)

Cliente

original

Concorrente

cópia/plágio