Resumo De Livro: Competição e atividade empresarial (Israrel Kirzner)

2024-10-13


Este é um resumo adaptado para revisão futura. O método de escrita é ortodoxo.

Nota: 7/10

Dificuldade: Média


Título original: Competition and Entrepreneurship - Israrel Kirzner (Londres/Inglaterra 13-02-1930 - 96y em 2026-07-12)

Publicado em 1973

Tradução: Ana Maria Sarda - 2ª ed. 2012 - Brasil

sumário

PREFÁCIO PARA A EDIÇÃO BRASILEIRA

PREFÁCIO PARA EDIÇÃO AMERICANA

CAPÍTULO 1 - PROCESSO DE MERCADO VERSUS EQUILÍBRIO DE MERCADO

o-sistema-de-mercado-e-a-teoria-do-mercado

a-funcao-da-teoria-do-preco-dois-pontos-de-vista

competicao-e-atividade-empresarial o-processo-de-mercado

a-competicao-no-processo-de-mercado

a-atividade-empresarial-no-processo-de-mercado

o-produtor-e-o-processo-de-mercado

o-monopolio-e-o-processo-de-mercado

o-empresario-como-monopolista

o-produtor-e-sua-escolha-de-produtos

economia-de-equilibrio-atividade-empresarial-e-competicao

CAPÍTULO 2 - O EMPRESÁRIO

a-natureza-da-atividade-empresarial

tomada-da-decisao-e-economizacao

o-empresario-no-mercado

o-produtor-como-empresario

lucros-empresariais

atividade-empresarial-propriedade-e-a-empresa

exemplo-hipotetico

novamente-a-sociedade-anonima

atividade-empresarial-e-conhecimento

atividade-empresarial-e-processo-equilibrador

a-literatura-sobre-a-atividade-empresarial

CAPÍTULO 3 - COMPETIÇÃO E MONOPÓLIO

competicao-uma-situacao-ou-processo

atividade-empresarial-e-competicao

significado-de-monopolio

as-duas-nocoes-de-monopolio-comparadas

a-teoria-da-competicao-monopolistica

alguns-comentarios-sobre-a-nocao-de-industria

schumpeter-destruicao-criadora-e-o-processo-competitivo

a-atividade-empresarial-como-um-caminho-para-uma-posicao-de-monopolio

CAPÍTULO 4 - CUSTOS DE VENDA, QUALIDADE E COMPETIÇÃO

sobre-o-produto-como-uma-variavel-economica

custos-de-producao-e-custos-de-venda

custos-de-venda-conhecimento-do-consumidor-e-estado-de-alerta-empresarial

publicidade-conhecimento-do-consumidor-e-a-economia-da-informacao

publicidade-informacao-e-persuasao

publicidade-esforco-de-venda-e-competicao

desperdicio-soberania-do-consumidor-e-publicidade

esforco-de-compra-qualidade-de-fator-e-simetria-empresarial

CAPÍTULO 5 - O LONGO PPRAZO E O CURTO

a-literatura-sobre-o-longo-prazo-e-o-curto-prazo

sobre-custos-empatados-e-o-curto-prazo

custos-lucros-e-decisoes

decisoes-empresariais-o-longo-prazo-e-o-curto-prazo

alguns-casos-adicionais

observacoes-adicionais-sobre-competicao-a-longo-prazo-e-monopolio-a-curto-prazo

CAPITULO 6 - COMPETIÇÃO, BEM-ESTAR E COORDENAÇÃO

a-falha-fundamental-da-economia-do-bem-estar

conhecimento-coordenacao-e-atividade-empresarial

o-processo-coordenador

o-papel-dos-lucros

ma-alocacao-de-recursos-custos-de-transacao-e-atividade-empresarial

nirvana-custos-de-transacao-e-coordenacao

os-desperdicios-da-competicao

avaliacoes-a-longo-prazo-e-a-curto-prazo

Prefácio para a edição brasileira

O livro é baseado nas ideias de Mises e Hayek, o foco é passar o processo de competição do mercado, com ênfase no caráter empresarial. Foco na teoria, sem envolver política, ideologias e questões sociais.

O funcionamento do mercado (livre) implica em benefícios sociais, assim como Hayek diz sobre processos de descobertas e o conhecimento dos agendes que implica em ganho mútuo.

Israrel Kirzner 09-1985

Prefácio para a edição americana

No período de 1985, foco em teoria do preço na microeconomia na busca por equilíbrio do mesmo. O processo afasta a ação de mercado e papel empresarial.

O livro é uma crítica a teoria contemporânea de preço (Escola Austríaca), ensaio da atividade empresarial ou teoria da competição. Busca mostrar a correlação entre ambos e expor também a fraqueza do bem-estar social.

Capítulo 1 - PROCESSO DE MERCADO VERSUS EQUILÍBRIO DE MERCADO

o-sistema-de-mercado-e-a-teoria-do-mercado

Teoria de mercado equivale a teoria do preço e teoria microeconômica. Os fenômenos de mercado possuem correlações, tais fenômenos são preços das mercadorias, qualidade, quantidade produzida, métodos de fazer, custo de fabricação.

A teoria ortodoxa, bem difundida no meio, onde a base anglo-americana vem de Marshall com Robinson-Chamberlain 1930.

Autor traz novo átimo ponto de vista e contrasta este com a teoria do status quo.

Teoria de preço ortodoxa, busca equilíbrio (otimização) via variáveis do mercado (preço e quantidade) para produção. Seu framework é analisar variáveis, equilibrar e analisar novamente após nova situação. Vale para mudança de gostos e políticas governamentais.

Contraste do autor é compreender as decisões dos atores para geração de forças de mercado que compelem as variações dos preços e até que ponto se pode confiar nessas forças nas correções espontâneas nos padrões de alocação que prevalecem em temos de desequilíbrio.

competicao-e-atividade-empresarial

Microeconomia ortodoxa, competição empresarial faz ligações com teorias diversas (distribuição, lucros, produção e firma). O que deturpa a atividade do empresário. Sobre competição perfeita (sem monopólio e afins) e imperfeita (monopólio e afins).

Autor diz, competição e inseparável da atividade empresarial.

o-processo-de-mercado

Em suma, compreensão do processo de mercado e não “otimização” (equilíbrio).

a-competicao-no-processo-de-mercado

Atores em estado de ignorância, ofertam informações, ajuda para alinhar a ação. Observabilidade do meio para refino de planos e ações.

A ação tende ao limite da capacidade de participação para lucratividade. Demanda consumidora, aumento de preço, oferta abundante rebaixa de preço.

Ao fim do processo, com encaixe das decisões dos atores, não há motivos para melhora de oportunidades, abre-se para oportunidades paralelas.

Nota pessoal: talvez aqui entre a destruição criativa para abertura de novas oportunidades.

a-atividade-empresarial-no-processo-de-mercado

Sob o ponto de vista do autor (contraponto aos conceitos ortodoxos), a atividade empresarial é inerente ao processo competitivo de mercado. Que se dá pela atividade de arbitragem (como processo de propagação do conhecimento).

o-produtor-e-o-processo-de-mercado

o-monopolio-e-o-processo-de-mercado

o-empresario-como-monopolista

o-produtor-e-sua-escolha-de-produtos

economia-de-equilibrio-atividade-empresarial-e-competicao

CAPÍTULO 2 - O EMPRESÁRIO

a-natureza-da-atividade-empresarial

atividade empresarial não é pautada apenas por poupança e maximização, é intrínseco ao processo empresarial o fator da ação humana

tomada-da-decisao-e-economizacao

Um paralelo entre o homem economizador de Robbins que busca moldar os meios para adequar-se aos fins ao conceito de Mises na ação humana, que também usa do conceito de Robbins, mas inclui o alerta do agente para identificar por que fins irá priorizar e a disponibilidade dos meios.

A capacidade de fazer essa análise se dá através da colheita de informações no meio.

o-empresario-no-mercado

revisão do sub capítulo anterior IMPORTANTE

Vimos que, se um quadro claramente identificável de fins e meios é considerado pertinente por um tomador de decisões antes da sua decisão, podemos explicar sua decisão de modo bastante satisfatório como tomada mecanicamente por cálculo com base nos dados de fins e meios. Em outras palavras, se acreditamos que as circunstâncias de uma decisão são precisamente conhecidas pelo tomador de decisões, podemos “prever” que forma essa de decisão tomará pela simples identificação da via de ação ótima pertinente para as circunstâncias conhecidas. Ora, essa interpretação “mecânica” da tomada de decisões seria inteiramente aceitável num mundo de conhecimento e previsão perfeitos. Nesse mundo, não haveria campo de ação para o elemento empresarial. Se cada indivíduo sabe com certeza o que esperar, seus planos podem ser inteiramente explicados em termos de economização, de alocação ótima, e de maximização. Em outras palavras, pode-se demonstrar que seus planos estão em princípio implícitos nos dados que constituem seu conhecimento de todas as circunstâncias presentes e futuras pertinentes para a sua situação7.

Evidentemente, porém, sabemos que os seres humanos não operam num mundo de conhecimento perfeito, e foi isso que nos levou a enfatizar a importância do estado de alerta que os indivíduos mantêm em relação às novas informações.

Homem economizador de Robbinson é pautado como maximizador dentro de um cenário de conhecimento perfeito, já o homem de ação empresarial é pautado como tomador de decisão em um cenário de conhecimento imperfeito.

Por fim, ao inserir o consumidor e o proprietário de recursos, ambos assumem o papel no mundo robbinsiano e misesiano, primeiro quando há dado certo recurso (disponibilidade de dinheiro ao consumidor e produtos ao proprietário) e segundo quando ambos são desbravadores de novas oportunidades.

NOTAS

notas-c02-n07 7<pre id="c02-n07">Num mundo de conhecimento perfeito, o único campo de ação para a tomada de decisão relaciona-se com oportunidades para a troca - quer com o homem, quer com a natureza de algo quese valoriza relativamente pouco por algo que se valoriza mais. Num mundo de conhecimento imperfeito, pode existir a qualquer momento dado algo que está sendo vendido por mais que um preço no mercado. Uma vez notada essa diferença de preços, uma vez que alguém a conhece, descobriu-se uma oportunidade de lucro. É provavelmente de valor duvidoso separar a descoberta de tal oportunidade da sua exploração. Se faz tal separação, porém, deve-se observar que a “decisão” de aproveitar uma oportunidade de lucro, uma vez que a oportunidade foi descoberta com suficiente certeza, pode ser considerada, para nossos objetivos, uma decisão “robbinsiana”. Ela é tomada sem ambiguidade a partir dos dados (e é na realidade semelhante ao caso robbinsiano especial em que o economizador tem apenas o fim único e, evidentemente, aplica simplesmente todos os meios disponíveis para alcançá-lo, sem pensar em outra coisa). Nenhum elemento empresarial é exigido para essa “decisão”. A atividade empresarial é exigida para a descoberta da oportunidade de lucro; uma vez que se escolheu separar artificialmente a descoberta da oportunidade da sua exploração real, deve-se reconhecer que a decisão posterior é puramente robbinsiana (a despeito do fato de não haver nenhuma “alocação” envolvida).</pre>

o-produtor-como-empresario

Produtor no papel de empresário puro, está alerta nas diferenças de preço dos insumos.

Se desejamos focalizar nossa atenção sobre o produtor como empresário, não devemos investigar como a combinação que resulta menor custo dos insumos, ou até mesmo a combinação produto-quantidade-preço maximiazadora de lucros, serão determinadas a partir de informações sobre receita e custo dados. Devemos investigar que funções de receita e que funções de custo (refletindo não simplesmente eficiência tecnológica mas, o que é mais importante, julgamentos pertinentes do preço dos insumos e produtos) serão, na opinião do empresário-produtor, pertinentes para ele em geral. A atividade empresarial não consiste em agarrar, a qualquer preço, uma nota de dez dólares que já se descobriu estar repousando na própria mão; consiste em dar-se conta de que ela está na sua mão e está disponível para ser agarrada.

lucros-empresariais

O lucro empresarial puro é a diferença entre os dois conjuntos de preços. Ele não é produzido pela troca de alguma coisa que o empresário valoriza menos por alguma coisa que ele valoriza mais. Ele provém da descoberta de vendedores e compradores de alguma coisa pela qual os últimos pagarão mais que os primeiros pedem. A descoberta de uma oportunidade de lucro significa a descoberta de alguma coisa obtenível em troca de nada. Nenhum investimento que seja é exigido; descobre-se que a nota de dez dólares grátis já está na sua mão.

Importante

O custo de oportunidade, ao se alocar um recurso de produção fora do nicho onde o resultante fim é mais valorado:

``` Pode acontecer que um recurso capaz de produzir um produto de consumo urgentemente desejado seja empregado numa indústria que produz uma mercadoria muito menos valorizada; a diferença entre o baixo custo do recurso e a alta receita da mercadoria que o recurso pode tornar possível representa uma oportunidade de lucro.

Mas se a produção da mercadoria altamente valorizada leva tempo, o alto preço de venda pode não estar disponível no exato momento em que o baixo preço de compra deve ser pago. A oportunidade de lucro exige o investimento de capital. Mas é ainda correto insistir que o empresário, enquanto empresário, não precisa de nenhum investimento de nenhuma espécie.

Se o excedente (representando a diferença entre o preço de venda e o preço de compra) é suficiente para possibilitar ao empresário oferecer um pagamento de juros atraente o bastante para persuadir alguém a adiantar os fundos necessários, é ainda verdade que o empresário descobriu uma forma de obter lucro puro, sem a necessidade de investir o que quer que seja. O papel de capitalista, necessário para tornar o lucro empresarial possível nesse caso de produção que consome tempo, é preenchido pelos proprietários de recursos que acham o pagamento do juro suficientemente atraente, de modo que estão dispostos a vender recursos nas condições de um acordo que lhes promete receita somente a alguma data posterior. (Numa economia monetária, o papel de capitalista não precisa ser preenchido por proprietários de recursos dispostos a esperar por seu pagamento até que a produção tenha sido concluída. O papel de capitalista pode ser preenchido pelo “empréstimo” de capital em dinheiro - com que os salários dos recursos atualmente empregados podem ser pagos - mas a economia subjacente ao caso ainda envolve a “venda” de ativos atuais em troca da promessa de receita no futuro.) E evidentemente pode acontecer que um empresário possua recursos (ou dinheiro) e ache que valha a pena financiar seus próprios empreendimentos empresariais. ```

atividade-empresarial-propriedade-e-a-empresa

empresa concebe após tomada de decisão empresário

propriedade-atividade-empresarial-e-a-sociedade-anonima

definição sociedade anônima propriedade acionistas, acionistas como empresários, executivos de fato são empresários na sociedade anônima

exemplo-hipotetico

caçador

novamente-a-sociedade-anonima

ética do corpo diretivo frente aos acionistas

atividade-empresarial-e-conhecimento

Cf. F. Machlup, The Economics of Seller’ Competition ( Baltimore, Md.: Johns Hopkins University Press, 1952 ), pp. 225-31, para uma discussão da distinção entre atividade empresarial e o exercício da responsabilidade gerencial.

Ver também G. J. Stigler, “The Economics of Information”, Journal of Polítical Economy 69 ( junho de 1961 ): 213-25, para um tratamento dos aspectos não empresariais do conhecimento no mercado.

correção da ignorância do mercado

atividade-empresarial-e-processo-equilibrador

Desequilíbrio de mercado, ignorância generalizada, ignorância, oportunidade perdida, vendedores, sem conhecimento, compradores, vice, versa.

Recursos, uso, produtos, menos, valorizados, pois, produtores, inconscientes, desperdício, recursos, alternativos.

Forças, mudanças, decisões, compra, venda, produção, consumo, base, mercado. Ponto, papel, empresarial

Plano, ontem, muda, hoje, insight, aprendizado, mercado.

insight de Hayek, empresarial, eonomizador robbinsiano, homo agens de Mises

homem robbinsiano, consumidores, proprietários de recursos, somente, toma preços, empresários puros, assume análise (mudanças de preços, métodos de produção, qualidade e quantidade de produção), facilitato, quando, produtor, também é

IMPORTANTE-conceito-de-empresario-de-shumpeter-contra-o-conceito-de-kirzner

``` Tudo isso leva-me a expressar uma certa insatisfação com o papel destinado ao empresário no sistema schumpeteriano.

Voltaremos mais tarde nesse capítulo à visão do empresário de Schumpeter, bem como aos pontos de vista de outros autores importantes nesse tópico.

Basta observar aqui que o empresário de Schumpeter e o que desenvolvemos aqui podem, de muitas maneiras, ser considerados - e, permitam-me acrescentar, isso é tranquilizador - o mesmo indivíduo. Mas há um aspecto importante - mesmo que seja só em ênfase - em que o tratamento de Schumpeter difere do meu. O empresário de Schumpeter age para perturbar uma situação de equilíbrio existente. A atividade empresarial rompe o fluxo circular contínuo. O empresário é descrito como iniciador de mudanças e como gerador de novas oportunidades.

Embora cada explosão de inovação empresarial leve eventualmente a uma nova situação de equilíbrio, o empresário é apresentado como uma força desequilibradora, e não equilibradora. O desenvolvimento econômico, que Schumpeter, evidentemente, faz depender tremendamente da atividade empresarial, é “inteiramente estranho ao que pode ser observado na tendência para o equilíbrio”

Em contraste, meu próprio tratamento do empresário enfatiza os aspectos equilibradores do seu papel. Vejo a situação onde o papel empresarial impõe-se como uma situação de desequilíbrio inerente e não de equilíbrio - como uma situação plena de oportunidades para mudanças desejáveis e não como uma situação de total placidez.

Embora para mim, também, seja somente através do empresário que as mudanças possam surgir, vejo essas mudanças como mudanças equilibradoras. Para mim, as mudanças que o empresário inicia são sempre rumo ao hipotético estado de equilíbrio; são mudanças provocadas em reação ao padrão existente de decisões erradas, um padrão caracterizado por oportunidades perdidas. O empresário, na minha visão, leva a um ajuste mútuo aqueles elementos discordantes que resultaram da ignorância anterior do mercado. ```

Vejo o empresário, não como uma fonte de ideias inovadoras ex nihilo, mas como alguém alerta para as oportunidades que já existem e que estão esperando para serem notadas.

No desenvolvimento econômico, também, o empresário deve ser visto como alguém que reage a oportunidades, e não como quem as cria; como uma pessoa que capta oportunidades de lucro, e não como alguém que as gera. Quando métodos lucrativos de produção utilizadores de capital estão tecnologicamente disponíveis, e quando o fluxo de poupança é suficiente para fornecer o capital necessário, a atividade empresarial é necessária para garantir que essa inovação será de fato introduzida. Sem a atividade empresarial, sem o estado de alerta para a nova possibilidade, os lucros a longo prazo podem continuar inexplorados.

a-literatura-sobre-a-atividade-empresarial

contraponto, a lista abaixo: papel emprsarial é importante

sinergia com Mises

CAPÍTULO 3 - COMPETIÇÃO E MONOPÓLIO

competicao-uma-situacao-ou-processo

competição, teórico do preço, mercado como está, diferença, conceito, leigo, conceito, teórico

atividade-empresarial-e-competicao

Revisão, Atividade robbinsiana, utilitarista, proposta, autor, atividade puramente empresarial está para competição

Introduzindo-se a incerteza, passa-se a considerar que o economizador robbinsiano se depara com situações de demanda e oferta que podem não ser representadas necessariamente por curvas de demanda e oferta claramente definidas.

imperfeição na competição, do ponto de vista, da teoria da competição perfeita, ausência de elasticidade perfeita nas curvas de demanda (oferta) com que se deparam os vendedores (compradores)

Fatores, competição, falta de influência do vendedor sobre o preço e a entrada livre

Barreira de entrada, restrições a recursos, âmbito da competição pura

significado-de-monopolio

Como o autor define o conceito, pré e pós Chamberlain, o monopólio, então, num mercado livre de obstáculos governamentais à entrada, significa para nós a posição de um produtor cujo controle exclusivo sobre insumos necessários bloqueia a entrada de competidores na produção de seus produtos. O monopólio, assim, não se refere à posição de um produtor que, sem qualquer controle sobre recursos, acha-se como o único produtor de um determinado produto. Esse produtor está inteiramente sujeito ao processo competitivo de mercado, já que outros empresários estão inteiramente livres para competir com ele. Decorre daí, também, que a forma da curva de demanda com que o produtor se depara não tem, por si só, relação com o fato de ele ser um monopolista, no sentido em que defini o termo. Se um produtor sem controle monopolista sobre recursos percebe a curva de demanda diante dele como sendo a de todo o mercado para esse produto, isso significa simplesmente que ele acredita que descobriu a oportunidade de vender para todo esse mercado antes que outro a descobrisse.

as-duas-nocoes-de-monopolio-comparadas

Conceito ortodoxo de monopólio, risco, processo alternativo descoberto

Kirziner diz: …monopólio significa a posição de um produtor que está imune à ameaça de que outros empresários façam o que ele faz…

Autor define como renda de monopólio

a-teoria-da-competicao-monopolistica

Conceitos, Chamberlin, Robinson, tempo, primeira publicação, The Theory of Monopolistic Competition, The Economics of Imperfect Competition

Crítica quanto a inovação, R.L. Bishop, “The Theory of Imperfect Competition after Thirty Years: The Impact on General Theory”, American Economic Review 54 (maio de 1964): 33-43; os ensaios em Monopolistic Competition Theory: Studies in Impact, ed. R.E. Kuenne ( Nova York: John Wiley, 1967 ); Dewey, Theory of Imperfect Competition, cap. 1; S. Peterson, “Antitrust and the Classical Model”, American Economic Review 47 (março de 1957): 60-78.

Quanto a utilidade, G.J. Stigler, “Monopolistic Competition in Retrospect”, em Free Lectures in Economic Problems (Londres: Macmillan, 1949); ver também a literatura criticada por E.H. Chamberlin em “The Chicago School”, no seu Towards a More General Theory of Value (Londres: Oxford University Press, 1957).

Fatores de intervenção, G.L.S. Shackle, The Years of High Theory (Nova York: Cambridge University Press, 1967), p. 43.

Motivo que o autor vê a teoria da competição monopolística como uma tragédia:

A teoria da competição monopolística tentou substituir uma teoria do equilíbrio em que as condições pressupostas violam claramente as condições do mundo real por outra teoria do equilíbrio, em que as condições pressupostas parecem estar em conformidade mais estreita com as encontradas no mercado.

alguns-comentarios-sobre-a-nocao-de-industria

A noção de uma indústria passa a ser útil somente no trabalho empírico, onde ela pode “reduzir a dimensões viáveis o trabalho de pesquisa envolvido, sem nenhuma perda grave em exatidão ou exaustividade”. Numa exposição geral de teoria do valor, o conceito de indústria não pode ser de nenhuma valia para reduzir a complexidade dos problemas postos pela realidade da competição entre todas as empresas em todo o sistema.

empresa individual (argumento Triffin), base e proximidade com Kizner

schumpeter-destruicao-criadora-e-o-processo-competitivo

Schumpeter e Kizner, convergência, papel empresarial, formação preço

Contrastes de monopólio puro, inovação via destruição criativa

Kirzner - atividade empresarial é a capacidade de ver oportunidades inexploradas, reequilíbrio

Schumpeter - atividade empresarial é a força perturbadora e desequilibradora que tira o mercado da sonolência do equilíbrio

a-atividade-empresarial-como-um-caminho-para-uma-posicao-de-monopolio

Investigação da posição, fato de monopólio, conceito, imunidade, entrada, empresários competidores (essa imunidade tendo por origem uma propriedade única de recursos)

CAPÍTULO 4 - CUSTOS DE VENDA, QUALIDADE E COMPETIÇÃO

Oportunidade melhor ao mercado, preço dado, compradores (buscam ou pede dos vendedores, em troca de um preço dado, algo de que eles abrem mão com menos relutância). A competição empresarial expressa-se, portanto, nos tipos e nas qualidades dos bens e serviços que estão sendo produzidos e oferecidos à venda (bem como nos tipos e nas qualidades dos meios de produção que se procura comprar).

Decorre daí que o desequilíbrio do mercado significa não só um padrão de preços e quantidades sujeito a mudança sob pressões competitivas, mas também um padrão de tipos e qualidades de produto sujeito a mudança através dessas mesmas pressões.

Como vamos descobrir, esse último papel não pode ser compreendido, simplesmente, como o de “produzir conhecimento” para o consumidor quanto a oportunidades futuras ou existentes. Ao contrário, ele consiste em aliviar o consumidor da necessidade de ser o seu próprio empresário.

Para que o produtor desempenhe seu papel, os “custos de produção” devem, frequentemente, ser maiores que seriam de outra maneira. O fato de os custos de produção que, de forma muito sensível, refletem esse papel empresarial serem, habitualmente, aqueles que são rotulados de custos de venda coloca esses custos sob uma luz inteiramente nova (e talvez ajude a explicar por que se acredita, erradamente, com tanta frequência, que esses custos de venda constituem uma categoria separada). Passemos então a elaborar esse enfoque.

sobre-o-produto-como-uma-variavel-economica

Desajuste, recursos, produzir, mercadoria “A”, momento, recursos usados, mercadoria “B”, pela qual os consumidores estão pagando (ou estariam dispostos pagar) somas maiores de dinheiro

Fator de descoberta, decisões proprietários de recursos, não coordenadas com as atitudes dos consumidores, comunicação imperfeita, proprietários de recursos vendendo a um grupo de consumidores a preços mais baixos a um segundo grupo pagamento maior

Preço em equilíbrio, análogo a produto em equilíbrio (especificações)

custos-de-producao-e-custos-de-venda

Distinção e sua finalidade:

Os custos de despesas que devem ser satisfeitas para fornecer a mercadoria ou serviço, transportá-la até o comprador, e pô-la nas suas mãos pronta para satisfazer às suas necessidades”. Em outras palavras, os custos de produção são necessários para que surja um produto particular, enquanto os custos de venda são determinados a fim de alterar a curva de demanda para esse produto.

Críticas a tal premissa:

G.J. Stigler, The Theory of Price (Nova York: Macmillan, 1946), p. 251. - “Só quem assumisse o direito de fazer julgamentos de valor”, observa Machlup, “se sentiria com o direito de fazer essa distinção”; A origem da dificuldade foi identificada da maneira mais clara por Kaldor: trata-se do problema de julgar o que constitui um “produto”. “Se considera ‘produto’ no sentido meramente físico (como uma certa quantidade de ‘coisas’, todos os custos poderiam ser considerados como ‘custos de venda’, já que todos eles têm o efeito de ‘elevar a curva de demanda’ (…) Se, por outro lado, um ‘produto’ deve ser definido por critérios de mercado (isto é, pelas atitudes dos compradores), então todos os custos seriam ‘custos de produção’, já que todos eles envolvem uma mudança do ‘produto’, definido pelas preferências dos consumidores”

custos-de-venda-conhecimento-do-consumidor-e-estado-de-alerta-empresarial

Combinação produto/informação, publicidade

Esforço para alerta ao consumidor

publicidade-conhecimento-do-consumidor-e-a-economia-da-informacao

Assim, Chamberlin considerou grandemente exagerada a ênfase dada à informação. “Aqueles que a enfatizam, evidentemente, têm em mente informações técnicas sobre o produto e seus usos, apresentadas com um apelo emocional zero, mas não é esse o único tipo de informação que as pessoas querem. Elas estão, talvez, mais interessadas em saber que uma famosa estrela do cinema fuma uma certa marca de cigarros do que em saber de que é feito o cigarro; e as duas coisas são informação”.

Chamberlin argumenta que “a distinção entre informação e apelo emocional não é fácil de fazer, e também que os seres humanos, na realidade, gostam de apelos a suas emoções bem como aos seus limitados poderes racionais”

E.H. Chamberlin, “Some Aspects of Non price Competition”, no seu Towards a More General Theory of Value, pp. 146-47.

publicidade-informacao-e-persuasao

Análogo, valor subjetivo, dificuldades, estimativa, decisão consumidor troca de A para B

publicidade-esforco-de-venda-e-competicao

Publicidade, atividade empresarial, fator de venda, informação, estado de equilíbrio não há necessidade

“Advertising and Competition”, Journal of Political Economy 72 (dezembro de 1964), L.G. Telser argumentou que, mesmo num estado de competição perfeita, pode ainda haver um papel informativo para a publicidade. Observar-se que isso confirmaria nossa afirmação de que a “informação” pertinente para a tese de Telser é algo diferente da “consciência” que reconhecemos como pertinente para a função da publicidade. Ver, também, W.H. Hutt, “Economic Method and the Concept of Competition”, South African Journal of Economics 2 (março de 1934): 10 passim; Abbott, Quality and Competition, pp. 112-13.

desperdicio-soberania-do-consumidor-e-publicidade

perdulária - esbanjar

Críticas a publicidade, não utilidade informacional, desejo, desperdício

Publicidade como fator de impacto na curva de demanda

empresário-produtor, curvas de receita, curvas de custo, conjunção, síntese e incorporação da publicidade

…até que o equilíbrio tenha sido atingido, os produtores são forçados a fazer conjeturas quanto às qualidades exatas do produto que resse do consumidor…

processo competitivo - empresarial consiste, como vimos, em selecionar por tentativa e erro oportunidades a serem colocadas diante dos consumidores. A mistura exata de qualidades físicas e de “esforço de venda” que são combinados no pacote-oportunidade que qualquer produtor oferece aos consumidores a um dado momento é a expressão da sua estimativa empresarial dos padrões de demanda de consumo. Pedir uma economia de mercado sem publicidade é pedir um sistema onde os empresários são impedidos de fazerem experiências com uma gama enorme de possibilidades, por meio das quais podem sondar, explorar e descobrir o padrão de demanda de consumo.

esforco-de-compra-qualidade-de-fator-e-simetria-empresarial

Esforço de compra como atratividade, exemplo do empregador com oferta de salário menor, porém com oferta melhor de ambiente, vendedor com exemplo de brindes gratuitos:

A despesa com melhorias nas condições de trabalho é uma forma de suplemento salarial gozada diretamente pelos trabalhadores. A fim de ver o esforço de venda que toma a forma de brindes gratuitos aos clientes de uma maneira simétrica, dever-se-ia dizer que esses brindes não representam nenhuma “melhoria” na mercadoria que está sendo vendida aos consumidores, mas constituem um “abatimento” no preço pago. Isto é, a utilidade fornecida aos consumidores na forma de brindes gratuitos baixa o preço “liquido” que esses consumidores pagam por uma mercadoria inalterada M. Não há nada inerentemente inaceitável nessa forma de ver esses casos. Contudo, o fato de que não foi dessa maneira que tratamos o esforço de venda até aqui sugere que consideremos uma perspectiva alternativa para o esforço de compra.

CAPÍTULO 5 - O LONGO PPRAZO E O CURTO

a-literatura-sobre-o-longo-prazo-e-o-curto-prazo

Não se deve esquecer que, a longo assegurou-nos Keynes, estaremos todos mortos.

Longo prazo, política, decisão, acontecimento, consequências reveladas durante um período de tempo ilimitado.

Curto prazo, consequências reveladas, dentro de um período relativamente curto após a decisão ou o acontecimento relevante.

Da mesma forma, lucros a longo e curto prazo

Lucros de longo prazo, perfil completo, fluxos de recebimentos e dispêndios, longo período esperado.

Lucros de curto prazo, antecipação, ao ignorar-se todos os recebimentos e dispêndios a data futura relativamente longínqua.

Custos a longo e curto prazo, no conceito tradicional, “fatores fixos” e “fatores variáveis”, aqui, se trata do tempo para ajustes tecnológicos, longo para quando é possível fazer sem alterar escala, curto o inverso [J. Viner, “Cost Curves and Supply Curves”, Zeitschrift fur National-Okonomie 3 (setembro de 1931): 26.].

Essa distinção tradicional entre custos a longo prazo e custos a curto prazo em termos de fatores fixos e variáveis foi fortemente criticada por Alchian. Na realidade, argumenta Alchian, “não existem fatores fixos em qualquer outro intervalo que não seja o instante exato, quando todos são fixos. (…) Não há restrições tecnológicas ou legais que impeçam alguém de variar qualquer dos seus insumos. (…) O fato é que os custos de variar os insumos diferem entre insumos, e os coeficientes desses custos variam com o intervalo de tempo dentro do qual a variação deve ser feita”. Alchian então prossegue para construir uma distinção entre custos a curto prazo e a longo prazo, não com base nos períodos de tempo durante os quais alguns fatores são fixos, mas com base nos diferentes custos em que um produtor deve incorrer à medida que varia o tempo disponível para preparar-se para atender à nova demanda.

Alchian, “Costs and Outputs”, p. 33. Ver também L. DeAlessi, “The Short Run Revisited”, American Economic Review 51 (junho de 1967): 450-61; R.E. Lucas, “Adjustment Costs and the Theory of Supply”, Journal of Political Economy 75 (agosto de 1967): 321-34.

sobre-custos-empatados-e-o-curto-prazo

Despesas passadas irrecuperáveis, não afeta decisões de agora

Justificativa de investimento, fluxo de entrada em caixa

Para explicar as decisões tomadas anteriormente, num longo processo de produção (como, por exemplo, justificar uma decisão de construir uma nova fábrica de sapatos), deve-se presumir que se considera que o fluxo de receita esperado com as vendas de sapatos durante a vida útil da fábrica mais que justifique os sacrifícios presentes e futuros (inclusive, especialmente, o custo de construção da fábrica) que o construtor acredita que devem ser assumidos para produzir esse fluxo de receita.

Por outro lado, para explicar as decisões tomadas muito mais tarde, no longo processo de produção (como, por exemplo, justificar a decisão de operar a fábrica em um certo nível de produção), devemos presumir que se considera que o fluxo de receita relevante esperado mais que justifica os sacrifícios exigidos para a produção, uma vez construída a fábrica. A cifra do último custo, como discutido, não inclui o custo de construção da fábrica.

Pelo autor, efeito de curto prazo custos, efeito de longo prazo, efeitos

custos-lucros-e-decisoes

Medição, geração de receita, tempo e esforço, efeito de carrego do custo de capital

decisoes-empresariais-o-longo-prazo-e-o-curto-prazo

Revisão: Uma visão a mais longo prazo será aquela que se tem a partir da perspectiva de uma decisão anterior numa sequência (em que as primeiras decisões são condições prévias para as decisões posteriores);

uma visão a mais curto prazo será, aquela que se tem a partir da perspectiva de uma decisão posterior na sequencia.

Equilíbrio (arbitrador) como ponto principal:

alguns-casos-adicionais

Empresário monopolista apenas quando detém insumo chave, o empresário único no ramo não (O que distingue esse último caso, então, do caso do proprietário monopolista de recurso discutido antes é a possibilidade da erosão futura dos lucros. Estando um recurso monopolizado para sempre, os lucros de monopólio possibilitados pela propriedade do recurso não podem minguar devido a qualquer processo competitivo).

observacoes-adicionais-sobre-competicao-a-longo-prazo-e-monopolio-a-curto-prazo

Uso de truste, ponto de vista Schumpeter (inovação e patente), ponto de vista de Samuelson

CAPITULO 6 - COMPETIÇÃO, BEM-ESTAR E COORDENAÇÃO

a-falha-fundamental-da-economia-do-bem-estar

Hayek, teoria do bem estar, utilitarista, maximização no uso dos recursos, argumento do conhecimento disperso, cálculo econômico não como computador, mas como aproximação do conjunto de conhecimento

conhecimento-coordenacao-e-atividade-empresarial

Matriz de Edgeworth

Imagine que você e seu amigo têm um monte de figurinhas. A Matriz de Edgeworth é como um mapa que mostra todas as maneiras possíveis de vocês dividirem essas figurinhas. Cada pontinho nesse mapa representa uma divisão diferente: você pode ficar com a metade, ele com a metade; você pode ficar com poucas, ele com muitas; e assim por diante.

Esse mapa especial mostra quais divisões deixam vocês ambos mais felizes. As áreas onde vocês dois estão melhor do que antes de dividir as figurinhas são chamadas de “conjunto de Pareto”. Se um pontinho está fora desse conjunto, significa que dá para dividir as figurinhas de uma forma que os dois fiquem ainda melhor! É como encontrar uma divisão que ninguém quer mudar!

E para que serve esse mapa na vida real? Ele ajuda a entender como as pessoas dividem coisas, não só figurinhas, mas muitas outras coisas importantes:

  1. Negociação salarial: Uma empresa e um funcionário negociam o salário. A Matriz de Edgeworth mostra todas as combinações possíveis de salário e esforço do funcionário. O ponto ideal é onde ambos ganham: o funcionário recebe um bom salário e a empresa tem um bom funcionário.

  2. Acordo comercial internacional: Dois países negociam um acordo comercial. A matriz mostra as diferentes combinações de produtos que cada país pode importar e exportar. O ponto ideal é onde ambos os países melhoram suas economias.

  3. Distribuição de tarefas domésticas: Você e seu irmão precisam fazer as tarefas de casa. A matriz mostra diferentes maneiras de dividir o trabalho, como lavar a louça versus tirar o lixo. O ponto ideal é onde ambos se sentem justos e satisfeitos com a divisão do trabalho.

  4. Compartilhamento de recursos naturais: Dois países compartilham um rio que fornece água. A matriz mostra como eles podem dividir a água para que ambos tenham o suficiente para suas necessidades.

  5. Rateio de custos de um projeto: Um grupo de amigos decide fazer uma festa. A matriz mostra diferentes formas de dividir os custos da comida, bebida e decoração, buscando um rateio justo para todos.

Em resumo, a Matriz de Edgeworth é uma ferramenta para entender como as pessoas podem compartilhar coisas de uma maneira que seja boa para todos. É como um mapa para encontrar a melhor maneira de cooperar e melhorar a vida de todos! É importante lembrar que esse mapa assume que todos têm informação completa e que ninguém engana o outro. Na realidade, isso nem sempre acontece.

Notamos imediatamente que, onde existem de fato condições para troca que não são exploradas em decorrência da ignorância, existe, consequentemente, campo de ação para a atividade empresarial lucrativa. Se A estaria disposto a oferecer até vinte laranjas por uma quantidade das maçãs de B, e B estaria disposto a aceitar, em troca das suas maçãs, qualquer número de laranjas maior que dez, então (contanto que A e B estejam, cada um, na ignorância da oportunidade apresentada pela atitude do outro) pode-se garantir lucro empresarial comprando as maçãs de B a um preço (em laranjas) maior que dez e, depois, revendendo-as a A por um preço menor que vinte.

Este excerto descreve uma oportunidade de arbitragem baseada em assimetria informacional. Vamos decompor:

Em resumo, o excerto ilustra um cenário clássico de como a informação (ou a falta dela) pode criar oportunidades de lucro no mercado. A atividade empresarial aqui é menos sobre produção ou inovação e mais sobre identificar e capitalizar sobre ineficiências informacionais. A ação do empresário reduz a ineficiência do mercado, mesmo que seu objetivo primário seja o lucro.

Vamos formalizar o exemplo da troca de maçãs e laranjas usando notação matemática. Assumiremos que o preço é expresso em unidades de laranjas.

Variáveis:

Restrições:

Cálculo do lucro:

O lucro do empresário C em uma transação de Q unidades de maçãs é dado por:

LucroC = Q * (PV - PC)

Exemplo numérico:

Suponha que o empresário C compra Q = 10 unidades de maçãs de B a um preço PC = 12 laranjas por unidade, e as vende a A a um preço PV = 18 laranjas por unidade.

Então:

LucroC = 10 * (18 - 12) = 10 * 6 = 60 laranjas

Intervalos de lucro:

Podemos representar graficamente os intervalos de preços que permitem lucro para o empresário C:

A região de lucro é definida pelas seguintes inequações:

Graficamente, isso seria a região triangular limitada pelas retas

PC = 10, PV = 20

PV = PC, onde PV > PC.

Qualquer ponto (PC, PV) dentro dessa região representa uma combinação de preços de compra e venda que gera lucro para o empresário. A área desse triângulo representa todo o potencial de lucro para o empresário. Quanto maior a diferença entre PA e PB (a assimetria informacional), maior a área do triângulo, e maior o potencial de lucro.

Observação: Este modelo simplifica a realidade. Na prática, outros fatores podem afetar o lucro, como custos de transação, risco de não conseguir vender as maçãs para A, etc.

o-processo-coordenador

Conceito de equilíbrio por Hayek:

a previsão dos diferentes membros da sociedade está (…) correta no sentido de que o plano de cada pessoa baseia-se na expectativa do mesmo conjunto de fatos externos. (…) Logo, a previsão correta não é, como tem sido às vezes entendido, uma condição prévia que deve existir a fim de que se chegue ao equilíbrio. É, antes, a característica que define um estado de equilíbrio

Conhecimento imperfeito para conhecimento perfeito, desequilíbrio para equilíbrio, descoordenação para coordenação

Coordenação de informação garante a coordenação de ação

o-papel-dos-lucros

Arbitragem como fator de equilíbrio, delta é o lucro

Caso da quebra de safra

ma-alocacao-de-recursos-custos-de-transacao-e-atividade-empresarial

Coase e custos de transação, R. H. Coase, “The Problem of Social Cost”, Journal of Law and Economics 3 (outubro de 1960): 1-44.

Pré venda dispendiosa, eliminação das barreiras de pré venda, barganha máxima

G. Calabresi, “Transaction Costs, Resource Allocation, and Liability Rules: A Comment”, Journal of Law and Economics 11 (abril de 1968): 68. Ver também H. Demsetz, “The Cost of Transacting”, Quarterly Journal of Economics 82 (fevereiro de 1968): 33-34.

Condição ex hypothesis para barganha como fator de equilíbrio e sem custo (tempo)…

nenhum custo de transação, e nenhum impedimento legal para se barganhar, todas as más alocações de recursos estariam completamente sanadas no mercado por barganhas. (…) Uma má alocação existe onde é possível uma eventual realocação em que todos os que perderiam com a realocação fossem plenamente compensados por aqueles que ganhariam e, ao final do processo de compensação, ainda houvesse alguns que estariam em melhor situação que antes.

O autor não concorda: Não há forma de se obter informações (equilíbrio) sem custo… Aqui é antagônico a Pareto

nirvana-custos-de-transacao-e-coordenacao


os-desperdicios-da-competicao

Durante o processo competitivo por meio do qual o mercado se aproxima do equilíbrio, há imperfeição de conhecimento, imperfeição essa que o processo caminha, firmemente, para eliminar. Do ponto de vista de um observador onisciente, o mercado, de fato, dá mostras de desperdício e má alocação a cada estágio. Por outro lado, cada passo no processo melhora a coordenação das informações existentes e elimina algumas das decisões desafinadas tomadas antes.

avaliacoes-a-longo-prazo-e-a-curto-prazo

revisão, capítulo 5, curto prazo e longo prazo, perspectiva no tempo

Exemplo:

Custos e lucratividade, perspectiva diferentes quando relacionados (e medidos a partir dessa perspectiva) a decisões tomadas num passado mais distante do que parecem quando relacionados somente a decisões tomadas num passado recente.

Visão a curto prazo (definido por decisões recentes) gratuito e lucrativo, pode, quando interpretado do ponto de vista a longo prazo (identificado por decisões tomadas mais longe no passado), parecer ter sido custoso e não lucrativo.

Do mesmo modo, um processo de mercado que, do ponto de vista a curto prazo, parece refletir monopólio de recursos pode, como vimos, na visão a mais longo prazo, exibir uma face completamente competitiva.

Possibilidade análoga na análise normativa. A avaliação que fazemos de uma sequência de acontecimentos de mercado dependerá de ela estar sendo considerada de uma perspectiva a longo prazo ou a curto prazo. Esse insight pode ser proveitoso de uma série de maneiras.

Consideremos uma empresa engajada numa linha de produção, digamos, a fabricação de sapatos, que é lucrativa quando vista da perspectiva a curto prazo, mas não é lucrativa na visão a mais longo prazo.

Da perspectiva da data no passado em que foi tomada a decisão de construir uma fábrica para essa linha de produção, o empreendimento parece, claramente, ter sido perdedor; jamais deveria ter sido iniciado.

Todos os recursos despejados no empreendimento, o aço empregado na construção da fábrica, bem como o couro utilizado a cada mês na sua operação, jamais deveriam ter sido aplicados para essas finalidades.

Contudo, do ponto de vista a mais curto prazo, da perspectiva de uma data bem depois que a fábrica foi, infelizmente, construída, a decisão de continuar a operar a fábrica é vista como lucrativa.

Os recursos empregados para manter a produção de sapatos são vistos, agora, como bem utilizados nesse emprego. É uma sorte que eles não tenham sido açambarcados e utilizados em outras indústrias.

Qualquer que seja o padrão normativo de comparação empregado na avaliação (quer o padrão ortodoxo de alocação de recursos sociais, quer o padrão recomendado aqui de coordenação do conhecimento e das ações), revela-se que um julgamento da desejabilidade das operações atuais da empresa depende, inteiramente, de se fazemos uma avaliação a longo ou a curto prazo.

A decisão de construir a fábrica foi mal coordenada com as decisões dos fregueses potenciais nos anos posteriores; mas, uma vez construída a fábrica, certo ou errado, a decisão de operá-la foi altamente coordenada com as decisões dos consumidores.